quinta-feira, 21 de maio de 2009

Um ninho!


Já viram isto?! xixi na cama (um descuido!) e trata de fazer um outro ninho!!! Há coisa mais deliciosa que a imaginação das crianças?!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Espreitem!

Espreitem então!...

Beijo no chão


Quando um beijo se projecta no chão de pequenas pedras, o sol fazendo sombra dessa luz de ternura... é assim que se projecta um beijo no chão que mãe e filha pisam..

quarta-feira, 4 de março de 2009

Amor de Gente Grande



"Amor de corpo inteiro. Um amor que transcende, transpira, transborda. Amor com mãos e pés. Com dedos, braços, pernas, barriga, pele e abraços.

Um amor que surpreende, sem nada inventar, sem precisar exagerar, sem ter que sempre entender. Simplesmente ser... preencher, existir!

Amor que não investiga, que não desconfia, que não acusa.

Amor de palavras, mas também de silêncio. Um silêncio que aquieta o coração, que acaricia a alma e alivia as dores!

Amor que esvazia, que abre espaço, que permite.

Amor sem regras, sem pressões, sem chantagens. Amor que faz crescer.
Amor de gente grande, de coração gigante, de alma transparente.
Amor que permanece. De mim para mim, de mim para ti, de ti para mim.
Amor que invade respeitando, que adentra acariciando, que ocupa com leveza. Amor sem ego. Que acolhe, perdoa, reconhece.

Amor que desconhece para conhecer, que nunca lembra porque não esquece! Amor que é... assim, sem mais nem menos, sem eira nem beira, sem quê nem porquê.

Simplesmente simples, despretensioso, descontraído, desmedido.
De uma simplicidade tão óbvia que arrasta, que envolve, que derrete.
De uma fluidez tão líquida que escorre, desliza, que não endurece.

Amor que não se pede, que não se dá, porque já é! Para nunca precisar procurar, para nunca correr o risco de encontrar, porque já está!!!
E o que quer que ainda possa surgir... bobagem! Apenas crescimento e aprendizagem...

Volta para casa, não se vá!
Fique, permita-se, entregue-se, comprometa-se!
Simplesmente amor... Você consegue?!?

(Texto retirado do livro “Faça o Amor Valer a Pena”, de Rosana Braga – Editora Gente)

sábado, 31 de janeiro de 2009

Vou..à procura de mim onde já me encontrei..


Alentejo

chove..
lá fora está frio
procuro na memória
recordações de outros tempos..
de outros sentimentos..
e vem a vontade de viajar
de me reencontrar ao sul..
outros momentos
de luz, de paz, de alegria
e o céu..único
e a noite ..quente
sabes como está a lua?

anda
vamos?

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Esta concha.. e uma carta para ti...



Uma carta que encontrei na Net e que dedico a ti amiga...

"Sabes querida amiga? A maior parte das desestabilizações psíquicas são distúrbios emocionais e, por vezes, de profunda origem sentimental, criadores de bloqueios e complexos que perturbam toda a existência do indivíduo.

Faz parte integrante da natureza humana Amar e Ser Amado, ser acarinhado e saciar uma sede indizível de afectividade, o mais importante nutriente que acalenta a vida! Mas ainda mais importante é não fazer desse anseio um campo de batalha, numa busca desenfreada, numa ansiosa e angustiante procura no exterior... essa razão de viver busca-se cegamente e quanto mais a ansiedade domina, menos possibilidade se tem de equilibrar a actividade psíquico-mental. E salta-se daqui para ali sem que nada seja a realidade intimamente desejada.

Afinal, minha querida, é dentro de cada um de nós, nos mais recônditos meandros da alma, que cada indivíduo devidamente preparado encontra, a seu tempo, o seu paraíso existencial. Este paraíso será projectado e encontrado no mundo exterior após um trbalho construtivo de evolução e aquisição cultural da mais complexa de todas as ciências: o psiquismo humano.

Depois... sem ansiedades, sem angústias, numa busca interior, num encontro com nós mesmos, com a nossa verdade, numa pacificação e ordenação da mente, sorrindo numa esperança tranquila, acabamos por encontrar o Sol de Vida, caminhando e vivendo tranquilamente. Só temos que esperar pacientemente os frutos dessa inteligente construção...

E podes crer, os acontecimentos que, mesmo a nível inconsciente, reclamamos como sendo seguros e certos para a nossa estabilidade e Paz, vão surgindo naturalmente e no momento adequado.

Ao iniciar esta etapa de reconstrução do nosso castelo interior é imprescindível um grande esforço mental, um reaprender bem difícil, pois o processo exige "matar" esquemas mentais erradamente adquiridos que provocam um contínuo e confuso desencontro com a nossa realidade interior.

Substituir esquemas velhos e falsos que nos fazem viver em máscaras, que nos pesam, e vê-las tombar lenta e gradualmente para deixar a descoberto a nossa verdadeira face. olhá-la depois e aprender a amá-la numa auto-estima cada vez mais alicerçada. Sentir a positividade crescer com a certeza que o maior médico e o melhor psicólogo é uma mente positiva!

E aqui nesta frígida zona do planeta, árida, individualista, essencialmente materialista, eu continuo fiel aos meus princípios e certezas, num sentimento de paz. E quando tu puderes afirmar convicta e sentidamente em qualquer espaço e tempo - Eu Sou!
Então encontraste-te e descobriste o caminho!"

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Uma prenda

 


Quem adivinha que prenda era?...

Doce...
Posted by Picasa

sábado, 17 de janeiro de 2009

Bom ano para todos



Deixo aqui um poema de Carlos Drummond de Andrade desejando a todos os que ainda não encontrei um ano 2009 cheio de saúde, curiosidade, gargalhadas e disponibilidade. Aproveitem cada fatia!


Cortar o tempo

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.


Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número
e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O ponto... tudo começa assim

video

A propósito do medo, escrevi há tempos um sonho tão real...




"À beira do mar, no areal frio da madrugada nebulosa, tu petrificada, na iminência de seres engolida por uma onda gigante… tremes de pânico! Corres, corres, sempre… fôlego suspenso, lanças os braços tomando balanço… teu corpo a baloiçar como as ondas do mar, o vento a uivar-te aos ouvidos, uma pedra no peito a pesar… tu corres, corres sempre… sem sair do mesmo lugar. Imobilizada naquele segundo de terror. Petrificada de terror. Teu corpo a baloiçar, inerte.
A onda cresce, enraivecida, espumando, cobre o céu todo. Tudo escurece. Tremes sem fala, suspensa naquele segundo de pavor que te engole num só trago. Espumando… cada vez maior, gigante essa onda. O vento em estalidos. Ouve-se a violência a crescer, um borbulhar de raiva vindo dos céus. Um silêncio atroz. Um vento de milhares de películas de água e sal açoitam tudo em redor. A areia pica-te a pele. Inerte tu… Em redor tudo cresce em movimento medonho, crescendo, inchando na onda gigante… tudo suspenso naquele segundo iminente em que a onda vai rebentar monstruosa em ti, desfazer o teu corpo em mil pedaços de mar. Naquele momento… o sol enraivecido, lançando farrapos laranjas e lilases no céu parece avisar-te: - Acabou Maria! O teu segundo acabou…
E tudo subitamente se desfaz. O sol brilha agora descoberto, o mar calmo, bebés brincam, rindo, açoitando a água mansa na beira do mar.
E tu gelada de pânico. Aquela onda quebrou em ti sem quebrar, roubou-te o sono."

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

"Encharcado de medo"

À autora deste blogue

Parabéns pela linda imagem que abre este blogue onde me convidas a escrever. O meu primeiro contributo não é original, já que este texto também está publicado no meu blogue, mas é divertido e achei por bem entrar neste espaço através das dúvidas, sempre tão interessantes que nos chegam, enquanto mães. Afinal, lá ao fundo, na direcção do nosso olhar estão sempre os nossos filhos, tal como o mar, eternos amores e cheios de mistérios. Por tudo e porque és uma mãe cheia de situações como esta aqui fica um miúdo "encharcado de medo".


Os últimos dias o meu filho tornou-se a minha sombra cá em casa. Acompanha-me para todo o lado e quer sempre saber onde estou. Depois de perceber que, lá na escola, os temas das conversas têm sido a existência de fantasmas - se bem que nunca ninguém tenha visto nenhum - e os assaltos... o meu filho não me larga. E, de nada adianta dizer que temos quatro cães, que dão sinal à chegada de qualquer carro que pare no nosso portão... que moramos numa aldeia, sossegada... que ele não está sozinho em casa... que os ladrões assaltam casas (normalmente) quando estas estão vazias... Nada! Ele tem explicação para tudo, bem... quase tudo, pois ainda não conseguiu provar a existência dos fantasmas.
Ontem, numa altura em que já estava sem paciência de ter uma "chita", a saltar atrás de mim -sim, agora o mamífero preferido para imitar são as chitas -, por toda a casa, disse-lhe que tínhamos que acabar com aquilo! Que tinha de parar de andar, sempre, atrás de mim! Então, explicou-me que não conseguia, pois se o fizesse ficaria "encharcado de medo"!
Claro que adorei a expressão, ri para dentro, e continuei. Mas, o que é isso de estar encharcado de medo, perguntei eu. - "É simples mãe, estás a ver quando molhamos a roupa toda e ficamos encharcados... e tu dizes para ir trocar de roupa para não ficar doente. Pronto, com o medo é igual. Se estivermos encharcados de medo e continuarmos, como aconteceria se não estivesses ao pé de mim, até podia ficar doente sabes..."Quis continuar a conversa mas ele percebeu que me estava a divertir com os seus argumentos e com a seriedade do assunto. Tímido como é, pôs um ponto final na conversa e lá continuou, aos saltos, atrás de mim.

há lugares que moram na alma...
amigas estão aí?
começo eu.. a jornalista que "escreve tão bem", dizem vocês...
escrever com alma, sempre com o mar ao fundo... vamos?


vamos então.